Contando História!

Fatos cotidianos que ocorrem de forma inusitada em meu dia-a-dia, agora registrada no meu novo blog.
"Quem conta um conto aumenta um conto, ou não!" É um blog feito para quem quer se distrair um pouco lendo histórias reais com um toque todo meu de ser.

Chega mais e não se reprima!

Contos da Fefê

Contos da Fefê
Sempre uma página a ser preenchida

30 novembro, 2013

Em meu mundo fantástico, a fila para o ônibus!


    Estou eu no ponto de ônibus e eis q uma mulher reconhece a outra:
-Micheliii! Caraca mulher, você tá sumidona, hein!
    Nada muito animada a outra diz:
- Oi Fátima! É, eu viajei, voltei semana passada.
- E como tá o gostoso do seu irmão, menina?
- Casou! 
- Ai que desperdiciuuuu... Deve ter casado com uma baranga, né?
- Não!

    Neste momento eu já comecei a simpatizar com a "Micheliii". Direta e mostra que quer cortar o assunto. E a Fátima continuou:
- Ele sempre gostou de mulher capeeenga...!?


   Na hora eu pensei: Essa seria a deixa que eu usaria pra "abater" o incômodo, mas ela não sou eu.

Eis q a "Micheliii" responde:
- Mas isso foi só até ele se mudar da sua rua! Lá só tem gente capenga.

    Aiiiiii! Até Jonas (meu filho) chutou!
    Mentalmente eu a aconselhei: Vai, querida! Vai enquanto não fica hematoma.
    Rapidinho a peça arrumou o que fazer e disse que precisava ir. 



    Ai, ai... E viveram felizes, pelo menos quase todo mundo.

Encontro amistoso


    Achei muito bom encontrar uma amiga hoje. Antes mesmo de falar "oi" ela preferiu verificar se o que escrevo no face é verdade.

    Eu, sorrindo como uma estátua, e ela analisando o angulo, grau, latitude e longitude da minha raiz capilar afirmando minha posição de estátua sorridente.

    Ao fim da análise ela concluiu em alto e bom som: "Você não esta tão mal assim!"
Eu não sei se levava isso como elogio, afinal há toda uma dedicação pelas manhãs. É quase um ritual com o cabelo que está chegando aos seus 10 cm de raiz estilo crespo crespíssimo, toda trabalhada na categoria esponja de aço indomável.
Por outro lado, "não estar tão mal" significa que você está mal, só que há piores!

    Minha gente, já são 6 meses de gestação e 8 meses sem a "fera indomável" ver uma gotícula de química.

    O mais impressionante eh ver q as pessoas acham mesmo q meu cabelo esta bom. Isso sim eh um elogio. Já até me perguntaram se fiz simpatia pro cabelo não armar, mas respondi que cristão não faz simpatia e meu cabelo recebe orientação psicológica para não virar bandido e ficar armado por ai!

    Meus caros, eu preciso de meia hora diária de dedicação exclusiva aos cabelos carentes q tenho. Lavar o cabelo exige "instrumentos de neutralização" capilar competentes e específicos, e não posso usar marreta, maçarico ou anestesia.

Muito creme! Dai, colega, torço pra não chover, se não o sebo derrete!

Terminal de Niterói

Homem desarrumado, calca suja, blusa desabotoada a ponto da gente ver o umbiguinho cabeludo,suado e "sechi" (sex) do cidadao. Completamente diferente do clone do Caio Castro que vi ontem.

Eis q vem esse "sechi" homem, comendo seu lanche. Um joelho, também conhecido como italiano, acompanhando um copo de refresco.

Passa ao lado dele, andando devagar, uma mulher jovem, com cabelão... Bonita mesmo!

E daí vem a pérola do dia:
- Eu deixava de comer esse lanchinho pra papar a "tua" refeição, minha anja "sedutória"...
- Ih! Quanto mais eu rezo...
- To te dando valor. Essa é a única refeição q consegui até agora hoje, minha delícia! -disse aos gritos.

Acho q o cara tinha reais esperanças de momentos felizes ao lado da "sedutória".

Dai, vem "el gran finale".

Se aproximou dele uma mulher menos bonita, que parecia estar rindo com a situação. Vendo-a disse ele:

- O, minha delícia! Eu só faria isso por você! Se fosse essa aqui eu ia continuar comendo minha média mesmo!

Ele até que foi romântico dentro de suas possibilidades. Kkkkkkkkkkk

Terminal de Niterói, a gente se vê por aqui! Kkkkkkkk

Parece que só acontece comigo!

Mais uma pra minha série de histórias: 

Andando pelo terminal de Nikity City, eis que uma gestante mestiça, média estatura, cabelo amordaçado, quer dizer, amarrado e escovado, passa por mim e volta para me abordar:
- Menina, você tá grávida de quanto tempo?
- 5!
-Seu medico liberou química?
- Como assim? 

Afinal, eu precisava perguntar. Vai saber se falava de drogas? Eu sou meio, só meio tonta.
    E a mulher apontou para a cabeça dela como forma de resposta, indicando o cabelo.


- Ah, nao!
- Você passou por conta própria?
- Não, eu não estou passando nada no cabelo!
- Ah, conta outra garota. Não quer dizer qual é a da parada, e só dizer!


    E saiu como uma moto desgovernada me deixando sem entender "qual foi a da parada" dela.

    Acho q ela não reparou a minha raiz toda trabalhada em 3cm de crespo crespíssimo anti-gravitacional, estilo esponja de aço indomável.
    Se joga no crespo, mina! Kkkkkk

Um dia de chuva com Ester

     Todas as vezes que minha filha chega da escolinha ela vem com a bateria super mega recarregada. 
    Eu achava que ficar na creche iria cansá-la, mas a escola deve estar colocando as crianças no modo descansar. Mas enfim... 
     Ela chega e começa a correr pelo quintal. Se deixar fica a noite toda. 
    Certo dia começou a chover e começou o diálogo: 

 -Entra, Ester. Está chovendo! 
-Por que mãe? - Ela me chama de mãe toda vez q precisa cumprir uma ordem quer não quer cumprir. 
-Você está resfriada e não quero que pegue chuva! 

     Ela olhou para o alto desapontada, como se dissesse: Tinha q chover logo agora? E entrou em casa, subiu no sofá pra ver a destruidora da sua brincadeira molhar o chão. Olhou para o alto novamente como quem procurasse a origem da água caindo. 

-Mamãe, a chuva tá vindo de que? 
-A chuva cai lá da nuvem. 
-Da "nuvi"? Por quê? 
-Porque a nuvem trabalha todos os dias carregando água pelo céu, mas quando tem muita água e fica pesada, a nuvem joga um pouco de água fora e as vezes deixa a água cair. 
-Ela ficou fraquinha? 
-Quem? 
-A "nuvi"! 
-Sim. Porque tinha muita água pesada e ela deixou cair. 

     Então Ester voltou para a janela, olhou para o céu como quem procurasse as nuvens fraquinhas que estavam deixando a água cair de tão pesadas. 

 -Ester, você está triste com a nuvem? 
-Só "poquinho". 
-Por que, filha? 
-Por que? Pecisa ajudá a nuvi pa ela não cair com a água. 

 E ficou a olhar pra "nuvi" até que chegou a hora de tomar banho pra comer a janta...